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Notícia Postada em 03/10/2017
Partidos costuram chapão com candidatura única de Reinaldo Azambuja
A intensa movimentação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nas últimas semanas, com ampla exposição da mídia, começa a alimentar especulações, nos bastidores da política, sobre possível candidatura única por meio de uma força de coalizão envolvendo até mesmo partidos adversários.

Analistas políticos reconhecem que Azambuja partiu para a ofensiva dias depois da prisão dos irmãos Joesley e Wesley Batista, delatores do Grupo JBS, que envolveram políticos locais em acusações, não comprovadas, sobre pagamento de propina em troca de incentivos fiscais.

Ele tem percorrido o interior para anunciar investimentos em obras e diz ter gasto até agora mais de R$ 1 bilhão nos 79 municípios do Estado, incluindo Campo Grande, onde selou uma parceria institucional com o prefeito Marquinhos Trad (PSD).

O governador tem sido procurado por lideranças de várias correntes políticas em torno da composição de uma chapa suprapartidária visando às eleições de 2018, incluindo a participação do PMDB de André Puccinelli e de outras legendas.

Particularmente, Puccinelli tem alardeado a possibilidade de concorrer ao cargo, mas, segundo interlocutores, tudo não passa de uma estratégia na tentativa de negociar espaços visando assegurar a eleição de ao menos um senador e deputados estaduais e federais.

A ideia da cúpula peemedebista é fortalecer o grupo por meio dessa costura política que estaria sendo feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi (PMDB), aliado de primeira do governo e amigo de confiança do governador.

Puccinelli sabe das limitações e das dificuldades que o PMDB tem para superar a máquina administrativa do governo comandada pelo tucano, que conta com o apoio da maioria dos prefeitos, parlamentares e dirigentes municipais de partidos aliados.

O entrosamento político e institucional entre Azambuja e Marquinhos Trad (PSD), é outro fator que tirou Puccinelli no páreo.

O fato é que se a ideia de chapa única não prosperar, a saída do PMDB é lançar candidatura própria para puxar votos para os candidatos às eleições proporcionais, mesmo sabendo que não pode contar com a participação de Puccinelli, que deve anunciar sua aposentadoria após o próximo pleito.

A prova de que Puccinelli não é candidato a nenhum cargo eletivo em 2018 é que ele próprio está “repatriando” para o partido o prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa, abrigado no PR desde 2011. Ele seria uma espécie de plano B caso o acordo com o PSDB não der certo.

Fonte: Conjuntura on Line
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