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Notícia Postada em 16/11/2017
Empresa de Andrezinho abocanhou R$ 1,2 milhão da JBS, diz delator
O delator Ivanildo Miranda, fundamental para a força-tarefa da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, afirmou que a empresa de André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB), recebeu R$ 1,2 milhão da JBS como forma de patrocínio.

“Acho que foi um milhão e duzentos. Patrocínio, até então era patrocínio. Eu achando que era patrocínio. Só que agora vendo essas planilhas de Excel está como pagamento da propina misturado no meio”, disse na delação.

Puccinelli Júnior teve a liberdade concedida na manhã desta quarta-feira (15) pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) que também deu decisão favorável ao ex-governador. Ambos foram presos na terça-feira (14) durante a Operação Papiros de Lama.

A assessoria da holding J&F Investimentos, que responde pela JBS, informou que a empresa não vai se manifestar.

Além disso, o advogado teria vendido milhares de cópias de um dos seus livros de direito para a Águas Guariroba, concessionária de água e esgoto de Campo Grande, por R$ 360 mil, Segundo a investigação, a venda foi simulada para disfarçar a propina.

Em nota, a Águas Guariroba informou que está à disposição das autoridades e não irá se manifestar no momento.

A Águas Guariroba ainda teria participado de uma transação milionária que, de acordo com a força-tarefa, seria para acobertar transferência de recursos com a empresa Proteco, de João Amorim. O empresário foi levado coercitivamente para prestar esclarecimentos na sede da Superintendência da Polícia Federal durante da operação de ontem.

O advogado de defesa da Proteco disse ao G1 que ainda não tomou conhecimento do conteúdo integral da delação premiada do pecuarista.

“A Proteco teria comprado uma estação de água, teoricamente construída no município de Dourados, e revendido no outro dia para a Águas Guariroba. Comprado por R$ 3,5 milhões e vendido por R$ 4,5 milhões no outro dia. Depoimentos, documentos, oitivas, análises documentais se dão conta de que a estação se quer existe e que transação, documentos assinados foram todos simulados apenas para acobertar transferência de recursos entre a Águas Guariroba e a empresa Proteco”, explicou o chefe da Controladoria Geral da União no estado, João Paulo Julieti Barbiere.

Segundo Cléo Mazzotti, pecuarista confessou ter sido o operador do esquema entre 2006 a 2013 e no ano seguinte teria passado para André Cance. Até 2010, Ivanildo recebia R$ 80 mil por mês e depois os valores subiram para R$ 200 mil mensais.

Além das prisões, o ex-secretário-adjunto de Fazenda André Luiz Cance e os empresários João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Júnior, Antonio Cortez e João Mauricio Cance foram levados coercitivamente para depor na sede da Superintendência da Polícia Federal da capital sul-mato-grossense.

Também foram cumpridos mandados em Nioaque e Aquidauana e em São Paulo, além dos 24 de busca e apreensão.


5ª fase

Segundo a investigação da Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, o ex-governador André Puccinelli é apontado como chefe de um esquema de propina existente há mais de 10 anos em Mato Grosso do Sul. O montante de desvio comprovado, até o momento, é de R$ 235 milhões, conforme divulgou o delegado da PF, Cléo Mazzotti.

O delegado explicou que o ex-governador mantinha as operações com empresas envolvidas na lavagem de dinheiro. Durante o período de varredura dos documentos, o pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda teria entrado em contato com a PF para ter o benefício da delação premiada.

Fonte: Conjuntura on Line
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