Nove são condenados por desvios e corrupção na Câmara de Dourados
Nove pessoas foram condenadas pela 1ª Vara Criminal de Dourados no processo da Operação Cifra Negra, investigação que revelou suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Câmara Municipal. A sentença reconheceu a existência de uma organização voltada ao direcionamento de licitações, recebimento de vantagens indevidas e desvio de recursos públicos.
O ex-presidente da Câmara, Idenor Machado, foi condenado a 12 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 109 dias-multa. A pena foi aplicada pelos crimes de corrupção passiva, peculato e organização criminosa.
Alexsandro Oliveira, que atuava como assessor de Idenor, recebeu a maior pena entre os réus: 15 anos e oito meses de prisão, também em regime fechado. De acordo com a denúncia, ele seria responsável por operacionalizar a distribuição dos valores ligados ao esquema.
Os empresários Denis da Maia e Jailson Coutinho foram condenados a sete anos de reclusão, em regime inicial fechado. Patrícia Guirandelli recebeu pena de sete anos, em regime semiaberto. Franciele Aparecida foi sentenciada a seis anos e quatro meses, e Karina Alves a seis anos e três meses, ambas em regime semiaberto.
Já Alexandre Zamboni foi condenado a dois anos e três meses, em regime aberto, e Uglaybe Fernandes recebeu dois anos e sete meses, também em regime aberto.
Conforme a decisão, as irregularidades ocorreram em contratos celebrados pelo Legislativo douradense entre 2010 e 2018. A acusação sustentou que empresas atuavam de forma combinada nos certames, apresentando propostas para aparentar concorrência regular e assegurar contratos a integrantes do grupo.
A investigação começou após a análise de documentos e elementos reunidos em procedimentos anteriores sobre possíveis irregularidades nas contratações públicas. A Operação Cifra Negra foi deflagrada em dezembro de 2018 pelo Gecoc, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em ação conjunta com a Polícia Civil.
As condenações foram proferidas em primeira instância e podem ser contestadas por meio de recursos.
*Dourados Agora
