O patrimônio dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul da atual legislatura cresceu até 6.225%, muito acima da inflação oficial, o IPCA acumulado de 18,61%, considerando-se o período entre 2022 e 2026. Alguns parlamentares conseguiram acréscimos expressivos no valor de seus bens declarados, com ganhos absolutos de até R$ 5,68 milhões no mesmo período, como é o caso de Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro.

Em termos percentuais, o maior crescimento foi registrado no patrimônio de Camila Jara (PT), que saltou de R$ 3,5 mil, quando declarou seus bens antes de iniciar o mandato e ainda era vereadora de Campo Grande, para R$ 226 mil neste ano, avanço de 6.225,24%. Essa variação representa a maior disparada percentual da lista graças ao valor inicial, de apenas três salários mínimos à época.

Além disso, a petista perdeu dinheiro nos últimos dois anos. De zero em 2020 ela declarou R$ 3,5 mil em 2022 e R$ 260 mil em 2024, quando alegou ter um Jeep Compass, investimentos em previdência e dinheiro no banco. O valor dos bens caiu 13% entre 2024 e 2026. Nesta eleição, ela informou ter R$ 226 mil, entre investimentos, o Jeep Compass e R$ 60 mil em dinheiro em espécie.

Agora quando o assunto é bolada milionária, o destaque é Rodolfo Nogueira (PL), que obteve um ganho bruto de R$ 5,68 milhões nestes quatro anos, com o patrimônio do bolsonarista se consolidando como o maior entre os deputados federais de MS, alcançando a marca de R$ 13,44 milhões.

Em termos percentuais, a fortuna do Gordinho do Bolsonaro teve crescimento de 73,27%, a quarta maior, ao passar de R$ 7,76 milhões para os R$ 13,44 milhões nestas eleições, conforme a declaração bens ao Tribunal Superior Eleitoral.

Nogueira informou contar com R$ 5,2 milhões depositados em conta corrente, valor que quintuplicou em relação a 2018, quando tinha R$ 1,3 milhão. Quando foi eleito primeiro suplente de senador na chapa de Soraya Thronicke (PSB) há oito anos, o bolsonarista declarou ter patrimônio de R$ 3,4 milhões. O maior bem era uma fazenda em Bela Vista, avaliada em R$ 1,9 milhão.

o Gordinho do Bolsonaro viu a fortuna aumentar em 293% ao longo de oito anos. Neste ano, ele declarou possuir R$ 13,4 milhões. O capital do bolsonarista subiu seis vezes acima da inflação oficial, acumulada em 51,3% em oito anos.

O Gordinho do Bolsonaro informou ter R$ 5,2 milhões depositados em conta corrente, R$ 5,8 milhões em outros bens e a propriedade rural de R$ 1,9 milhão. Em 2022, quando informou ter como maior bem uma nota promissória no valor de R$ 3,4 milhões.

O segundo maior ganho absoluto coincide com o segundo maior ganho percentual, de Beto Pereira (Republicanos), que teve acréscimo de R$ 2,89 milhões, elevando seus bens para R$ 4,05 milhões. O ex-prefeito de Terenos começou o mandato com R$ 1,16 milhão, um aumento de 249,39%.

Geraldo Resende (União) garantiu o terceiro maior ganho em valor real, somando R$ 2,11 milhões à sua declaração, que agora chega a R$ 6,39 milhões. E a variação percentual de 49,46% o deixa na quinta posição neste quesito, pois tinha milhões R$ 4,280 milhões no início desta legislatura.

Já Marcos Pollon (PL) teve o terceiro maior aumento percentual. A fortuna do bolsonarista teve valorização de 166%, ao ter um crescimento de R$ 1,24 milhão para R$ 3,31 milhões em quatro anos.

E Dr. Luiz Ovando (PP) completa o grupo com evolução positiva, pois teve crescimento de 25,21%, saltando de R$ 861,2 mil para R$ 1,07 milhão.

Dos deputados da bancada do Estado, apenas dois registraram queda patrimonial no período. Vander Loubet (PT) teve uma leve redução de 1,19%, passando de R$ 4,17 milhões para R$ 4,12 milhões. E Dagoberto Nogueira (PP), cujo patrimônio encolheu 32,99%, caindo de R$ 5,88 milhões em 2022 para R$ 3,94 milhões em 2026.

Com base no total de bens declarados à Justiça Eleitoral, Rodolfo Nogueira tem o maior valor acumulado totalizando R$ 13.446.798,08, seguido por Geraldo Resende, com R$ 6.397.036,41. Na terceira posição está Vander Loubet, somando R$ 4.122.759,55, acompanhado de perto por Beto Pereira, com R$ 4.057.310,41, e Dagoberto, que registra R$ 3.940.079,22.

Na sequência aparecem Marcos Pollon, com o montante de R$ 3.315.218,31, e Dr. Luiz Ovando, acumulando R$ 1.078.462,21. Fechando a lista, Camila Jara (PT) apresenta o menor patrimônio entre os deputados federais de Mato Grosso do Sul, somando R$ 226.008,50.

*O Jacaré