Papy troca Salineiro por Livio Leite na vice-presidência da Câmara em 2027
O vereador André Salineiro (PL) confirmou que estará abrindo mão da vice-presidência na nova composição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Campo Grande. A eleição que vai manter o atual presidente, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), será votada hoje, 10 de julho — 17 meses antes do prazo formal para definição do comando da Casa Legislativa.
A articulação para a permanência do tucano no comando da Câmara iniciou às pressas nesta semana, para que fosse deliberada pelos vereadores antes do recesso parlamentar, que inicia no dia 16. A medida vai garantir a presidência da Casa de Leis a Papy até o fim de 2028.
À imprensa, Salineiro afirmou que, em acordo com a bancada do PL, alinhou a saída da Mesa Diretora para conduzir a liderança do partido na Casa. O vereador disse ainda que a vaga da vice-presidência seria do partido, sendo substituído por Ana Portela.
Quem deve ficar na vaga de vice é Livio Leite (União). Ele confirmou que na nova composição será o nome de substituição diante da ausência do presidente, contudo só irá comentar a articulação após a sua concretização.
Assim, Ana Portela deve ficar com a 2ª presidência.
Atualmente (biênio 2025/2026) a Mesa Diretora da Câmara da Capital é composta da seguinte estrutura:
- Presidente: Epaminondas Neto, Papy (PSDB)
- 1º Vice-presidente: André Salineiro (PL)
- 2º Vice-presidente: Lívio Leite (União)
- 3º Vice-presidente: Neto Santos (Republicanos)
- 1º Secretário: Carlão (PSB)
- 2ª Secretária: Luiza Ribeiro (PT)
- 3º Secretário: Ronilço Guerreiro (Podemos)
Harmonia
A justificativa adotada pela grande maioria dos parlamentares acerca da antecipação à reeleição do Papy à presidência da Câmara se concentra na “harmonia e bom trabalho” que o tucano teria demonstrado ao longo dos primeiros seis meses de mandato, apesar dos gastos que superam os R$ 6,7 milhões no período.
Entretanto, o Midiamax apurou que a antecipação teria o objetivo de não precisar negociar cargos em 2026, em ano de eleição. O mesmo movimento no “apagar das luzes” antes do recesso já foi adotado em legislaturas anteriores. Salineiro menciona o feito na gestão de João Rocha.
*Midiamax
