Policial

Delegado se apresenta após sair de casa antes da operação do Gaeco

O delegado da Polícia Civil, Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, alvo de mandado de busca do Gaeco nesta quinta-feira, se entregou à Corregedoria da Polícia Civil.

Ele saiu de casa nesta manhã, por volta das 5 horas, pouco antes dos policiais chegarem na casa dele para cumprir mandados na Operação “Infiltrados”.

A defesa, representada pelo delegado Amilton Ferreira, alegou que o delegado não foi informado sobre a operação e que ele ficou surpreso.

Segundo o advogado, o delegado se apresentou por volta de 16 horas, passou por corpo de delito e será levado para 3ª Delegacia de Polícia Civil.

Na segunda-feira a defesa entrará com um pedido de revogação da prisão para que o delegado, que já comandou Garras e a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), responda em liberdade.

Também foram presos:

Augusto Torres Galvão Florindo (ex-policial civil)

Vitor Ribeiro Venancio (policial penal)

Douglas Tobias (policial civil)

Neverson Vieira de Araújo (policial civil)

Luiz Carlos de Souza (policial civil)

Nelson Ricardo Barros de Oliveira (policial civil)

Nilton César Sales dos Santos (policial civil)

Alison Lemes Bezerra (policial militar)

Operação Infiltrados

Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Dourados e Terenos. Os nomes dos demais não foram divulgados .

As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, ambas do Gaeco, revelando participação de vários policiais em um grandioso esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.

“O modus operandi adotado pela organização criminosa consiste no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão, nos registros formais, de parte da droga efetivamente arrecadada; seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia. A droga desviada é então repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir o estupefaciente no mercado ilícito”, diz nota do Gaeco.

Segundo o Gaeco, os policiais que integram a organização criminosa se valem de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.

*Investiga MS