EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% para o Brasil e outros parceiros comerciais
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a decisão em taxar os produtos brasileiros em 12,5%. O argumento é que o Brasil falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos. Ao todo, 60 países foram alvo dessa investigação e a medida entra em vigor a partir desta sexta-feira.
A apuração concluiu que esses países, incluindo o Brasil, aderem práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. No caso brasileiro são cinco produtos listados: eletrônicos, baterias de lítio e tabaco, alumínio e algodão.
Tarifa de 25%
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos contra as mercadorias brasileiras começou a valer nesta quarta-feira (22). O USTR justificou as cobranças por “práticas desleais” do governo brasileiro, como as ordens da Justiça brasileira contra remoção de conteúdos das redes sociais dos EUA e a expansão do Pix.
A Amcham Brasil, grupo que reúne empresas norte-americanas e brasileiras que fazem negócios bilaterais, afirma que o prejuízo pode ser de até US$ 11 bilhões, o que afeta cerca de 3 mil produtos. Já o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) afirma que as tarifas podem causar um prejuízo de US$ 7,4 bilhões, baseado nas importações de 2024.
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. O Brasil exportou cerca de US$ 37,7 bilhões para o país norte-americano em 2025, e US$ 99,9 bilhões para o asiático.
Produtos livres de tarifas
O USTR anunciou que determinados produtos não serão tarifados por serem considerados matérias-primas que, se houver indisponibilidade, podem causar prejuízos à economia norte-americana.
A decisão, publicada na quinta-feira (16), aumentou a lista com os produtos isentos, como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e de aço, produtos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos, além da carne bovina, café e laranja, que já estavam na lista. (Com informações do g1)
*Midiamax
