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Golpista se passa por juiz, engana corretora e causa prejuízo de R$ 5,5 mil em Jardim

Uma corretora de imóveis foi vítima de um golpe após um homem se passar por juiz de Direito e entrar em contato interessado na compra de uma casa de alto padrão em Jardim, no interior de Mato Grosso do Sul.
Segundo o registro policial, o homem se apresentou como Carlos Mesquita e afirmou que procurava um imóvel para morar na cidade. A corretora encontrou uma residência avaliada em R$ 1,8 milhão e, acreditando estar negociando com um magistrado, continuou o contato.
Durante a conversa, o falso juiz afirmou que precisava contratar uma pessoa para trabalhar como assistente e motorista, oferecendo R$ 500 por dia. A corretora então indicou o próprio sobrinho, que passou a conversar diretamente com o suspeito.
Na sequência, o golpista enviou ao sobrinho um suposto comprovante de pagamento de R$ 400, alegando que o dinheiro seria depositado posteriormente e pedindo que ele antecipasse o valor para uma conta. Acreditando na história, o sobrinho realizou o pagamento.
Depois, o suspeito voltou a procurar a corretora e perguntou se o sobrinho era uma pessoa de confiança. Ele afirmou que pretendia enviar dinheiro para que o rapaz realizasse outros pagamentos em seu nome e que, posteriormente, faria transferências para devolver os valores.
Acreditando novamente na conversa, a corretora realizou transferências via Pix para diferentes pessoas, totalizando R$ 5.510. O homem havia prometido que os valores seriam posteriormente ressarcidos.
O dinheiro, porém, não foi devolvido. Após perceber que havia caído em um golpe, a corretora entrou em contato com o sobrinho e descobriu que ele também havia sido enganado.
Ainda conforme o boletim, os dois realizaram pesquisas sobre o homem e encontraram informações de que uma pessoa com o mesmo nome e dados havia sido vítima de falsificação de identidade no estado do Rio de Janeiro, sendo seus dados supostamente utilizados por um golpista para aplicar golpes.
A vítima procurou a Polícia Civil de Jardim e registrou a ocorrência, manifestando interesse em representar criminalmente contra o autor. O caso segue em investigação.
*Jardim MS News