Dione Hashioka assume 2ª suplência após TSE indeferir candidatura de Jerson Domingos
Dione Hashioka (União Brasil) passou a ocupar a segunda suplência da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A mudança foi confirmada pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) durante a retotalização dos votos, realizada nesta quarta-feira (21).
O reprocessamento ocorreu após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indeferir, por unanimidade, o registro de candidatura de Jerson Domingos, que disputou uma vaga de deputado estadual. Os 16.884 votos recebidos por ele foram destinados à legenda, e Domingos deixou a lista de suplentes.
Com a alteração, o Professor Marcelo Miranda (PP), que recebeu 23.112 votos, permanece como primeiro suplente. Dione, que teve 15.244 votos, subiu da terceira para a segunda posição. Os demais nomes avançaram sucessivamente na lista.
A retotalização não alterou a composição dos quatro deputados estaduais eleitos pela federação: Gerson Claro, Londres Machado e Hélio Peluffo, do PP, e Professor Rinaldo Modesto, do União Brasil.
O reprocessamento foi realizado no plenário do TRE-MS, em Campo Grande, com acompanhamento de representantes de partidos e federações, do Ministério Público Eleitoral e da OAB. A mudança decorre de recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do TRE-MS, que havia mantido o registro de Domingos.
A Procuradoria Regional Eleitoral havia questionado a candidatura e apontado uma suposta ligação de Domingos com uma organização criminosa desarticulada em operação policial. Segundo as informações apresentadas, não há condenação criminal contra ele.
O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MS, Luís Felipe Medeiros, afirmou que, no âmbito da Justiça Eleitoral, a decisão do TSE está consolidada. Segundo o magistrado, eventual análise pelo Supremo Tribunal Federal dependeria de provocação, que ainda não havia chegado ao TRE.
Citados na Operação Omertà
No caso de Jerson Domingos, o pedido de impugnação cita a participação dele na suposta organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà. Segundo o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que “praticaram o crime de impedimento ou embaraço a investigação de organização criminosa, em sua forma majorada”. A acusação afirma que ele teria atrapalhado ou dificultado uma investigação.
A Procuradoria Eleitoral afirmou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.
No caso de Jamilson Name, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
*Dourados Agora
